quarta-feira, 8 de abril de 2009

Largo de São Francisco da Prainha

Do alto da praça do samba
Via-se um mundo no ninho.
Passarinhos de bicos em riste,
Colhendo migalhas de acordes.

No chão da praça do samba
Ouvia-se o canto em coro,
Cantata em ritmo popular,
Estórias em letras e notas

Na praça do samba esbarravam-se amigos
Em cumprimentos sinceros e saudosos,
Em brindes de copos transbordantes,
Bebiam alegrias e lamentos em líquidos coloridos

Aos redores da praça do samba
Ecoavam risos, gargalhadas e espantos.
Enquanto maquiavam em filme,
A realidade jazia sonora e contraditória.

Nas cercanias da praça do samba
Filhos da Gamboa esgueiravam-se entre pés,
Colhiam os restos da alegria itinerante
Garimpavam o sustento em latas vazias.

Logo ali... No Largo de São Francisco da Prainha...

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